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Abatedouro Clandestino Desmascarado: Violência Animal e Risco Sanitário em Vila Velha

Abatedouro Clandestino e Ambiental: Operação da DEPMA flagra crânios de 26 animais, indícios de maus-tratos e descarte de carcaças em curso d’água em Vila Velha.

Abatedouro Clandestino Desmascarado: Violência Animal e Risco Sanitário em Vila Velha
Abatedouro Clandestino Desmascarado: Violência Animal e Risco Sanitário em Vila Velha 8
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Vila Velha (ES) — 13 de novembro de 2025Abatedouro Clandestino e brutal: a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), desmantelou nesta quinta-feira uma operação ilegal em um sítio às margens da Rodovia ES-388, na zona rural de Vila Velha. A ação, deflagrada após monitoramento aéreo com drones, confirmou a existência de um matadouro clandestino com forte indício de crimes sanitários, ambientais e de maus-tratos. O fator mais grave e revoltante é o flagrante de aproximadamente 26 crânios de bovinos e equinos com lesões compatíveis com golpes de machado e marreta, além do descarte de resíduos diretamente em um curso d’água que abastece a região.

Contexto e Origem do Fato

A operação conjunta foi resultado de uma investigação prévia do Núcleo de Proteção Animal da DEPMA, que utilizou imagens aéreas para confirmar as suspeitas de prática criminosa no sítio de Vila Velha, Espírito Santo. O local, uma propriedade rural na ES-388, operava de forma clandestina, ignorando toda a legislação sanitária e ambiental. A relevância do caso reside na tripla violação: contra a saúde pública, pelo manuseio e venda de produtos impróprios; contra o meio ambiente, pelo descarte inadequado; e contra a ética, pelos indícios de maus-tratos explícitos aos animais no abatedouro clandestino.

Detalhes da Ação / Investigação / Evento

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A diligência contou com o apoio essencial da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vila Velha, da Polícia Científica e da Subsecretaria de Inteligência (SEI) da Sesp. No local, as equipes confirmaram um cenário de horror e degradação, conforme relatado pelo delegado Leandro Piquet, responsável pelo Núcleo de Proteção Animal da DEPMA.

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Foram encontrados:

  • Restos Mortais: Cerca de 20 crânios de bovinos e 6 crânios de equinos, totalizando 26 cabeças, além de três carcaças de cães em decomposição.
  • Maus-Tratos: A maioria dos crânios apresentava lesões contundentes e perfuro-contundentes, indicativas de golpes violentos provocados por instrumentos de abate (machado e marreta), encontrados na estrutura improvisada do abatedouro clandestino.
  • Linha de Abate: A estrutura rudimentar exibia vestígios de sangue recente, instrumentos cortantes e equipamentos de contenção animal.
  • Irregularidade Sanitária: Próximo, foi achada uma produção caseira de leite com recipientes, medicamentos veterinários e substâncias conservantes sem procedência nem registro fiscal, configurando grave risco à saúde pública em Vila Velha.

O crime ambiental foi flagrado pelo descarte de carcaças e resíduos de animais diretamente em um curso d’água, tornando a fonte imprópria para consumo humano e animal, e configurando poluição de alto potencial destrutivo na zona rural de Vila Velha.

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Análises, Especialistas e Vozes da Comunidade

“A combinação de maus-tratos, o descumprimento sanitário na produção de leite e o crime ambiental do descarte em rio indica um desrespeito total à legislação e, principalmente, à vida e à saúde pública,” analisa um veterinário e especialista em inspeção de produtos de origem animal. Moradores da zona rural de Vila Velha, que dependem dos recursos hídricos da região, expressaram profunda preocupação com a contaminação da água, destacando a importância da DEPMA em intervir contra a prática do abatedouro clandestino. A crueldade nos métodos de abate, atestada pelas lesões nos crânios, chocou a comunidade de proteção animal.

Repercussão e Desdobramentos

Diante da materialidade, o homem de 48 anos, presente no local, foi imediatamente conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha. Ele foi autuado em flagrante por três crimes graves:

  1. Crime Sanitário: Vender mercadoria em condições impróprias ao consumo.
  2. Crime Ambiental: Causar poluição que resulta ou possa resultar em danos à saúde humana ou mortandade de animais.
  3. Crime de Maus-Tratos: Praticar ato de abuso, ferir ou mutilar animais domésticos ou domesticados.

Após os procedimentos legais na Central de Teleflagrante, o suspeito será encaminhado ao sistema prisional do Espírito Santo. A operação marca um precedente forte contra o abatedouro clandestino e a impunidade de crimes que unem o ambiental e o sanitário no estado.

A ação coordenada da DEPMA em Vila Velha, na Operação Abatedouro Clandestino, expõe a perversidade de um sistema ilegal que agride o meio ambiente e a saúde pública, além de impor sofrimento extremo aos animais. O flagrante do descarte em curso d’água e os indícios de maus-tratos com machado e marreta reforçam a seriedade dos crimes. A prisão do suspeito demonstra a intolerância da PCES com práticas criminosas dessa natureza na Rodovia ES-388. A comunidade aguarda os próximos passos da Justiça.

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