
Manila, Filipinas — 18 de setembro de 2025 — O técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, Bernardinho, viveu um dos momentos mais difíceis de sua carreira durante o Mundial de Vôlei 2025, realizado nas Filipinas. Poucas horas antes do confronto decisivo contra a Sérvia, válido pela fase de grupos, Bernardinho foi informado do falecimento de sua mãe, Maria Ângela Rezende, aos 90 anos, no Rio de Janeiro.
Emoção e luto em quadra
Durante a execução dos hinos nacionais, Bernardinho não conteve as lágrimas. A cena, registrada por câmeras e compartilhada nas redes sociais, comoveu atletas, comissão técnica e torcedores. Os jogadores brasileiros entraram em quadra com tarjas pretas nas camisas, em sinal de luto e solidariedade ao treinador.
O vídeo Finalmente, Filipinas! A seleção masculina está em Manila mostra a chegada da equipe à capital filipina, dias antes do jogo, em clima de concentração e expectativa — que rapidamente se transformou em comoção.
Homenagem de Bruninho
Bruninho, filho de Bernardinho e também jogador da Seleção, não estava presente na delegação, mas publicou uma despedida emocionante à avó nas redes sociais. Ele escreveu:
“Descanse em paz. Te amo, mãe”, postou Bernardinho em seus stories.
“Gratidão por tanto, vó. Te amo pra sempre ❤️🙌”, escreveu Bruninho, relembrando momentos de união familiar.
Impacto no desempenho da Seleção
A dor da perda foi refletida em quadra. O Brasil sofreu uma derrota por 3 sets a 0 para a Sérvia (25-22, 25-20, 25-22), resultado que complicou a classificação da equipe no grupo. Agora, a Seleção depende de uma combinação de resultados envolvendo China e República Tcheca para seguir viva no torneio.
Reações e solidariedade
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) emitiu nota oficial prestando solidariedade a Bernardinho e sua família. Ídolos do esporte como Nalbert, Fabi, Jaqueline e Virna também se manifestaram publicamente, destacando o legado da matriarca e o impacto emocional do momento.
O legado de Maria Ângela Rezende
Maria Ângela era considerada uma figura de união na família Rezende, sempre presente nos momentos importantes da carreira do filho e do neto. Sua partida deixa uma marca profunda não apenas no esporte, mas na história pessoal de um dos maiores técnicos do vôlei mundial.
Mesmo diante da dor, Bernardinho optou por estar com o grupo, honrando sua trajetória de superação e liderança. O episódio nas Filipinas se tornou um símbolo de resiliência e humanidade no esporte — e reforça o quanto o vôlei brasileiro é feito de histórias que vão muito além das quadras.
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