
O ministro do Turismo, Celso Sabino, entregou sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (26), encerrando um ciclo de pouco mais de um ano à frente da pasta. A decisão ocorre em meio a pressões internas do partido União Brasil, que busca maior protagonismo no governo e já vinha sinalizando insatisfação com a condução política de Sabino.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, a saída foi negociada nos bastidores e envolveu articulações entre líderes do União Brasil e o núcleo político do governo. A legenda, que ocupa três ministérios, tenta manter sua influência diante da aproximação das eleições municipais de 2026.
Sabino é o 13º ministro a deixar o governo Lula
Com a saída de Sabino, o governo Lula registra 13 trocas ministeriais desde janeiro de 2023. A rotatividade tem sido marcada por ajustes políticos, crises internas e reposicionamentos estratégicos. Entre os ministros que já deixaram o cargo estão Daniel Freitas (Portos e Aeroportos), Juscelino Filho (Comunicações) e Ana Moser (Esporte).
A lista de substituições revela o desafio do governo em equilibrar interesses partidários, manter a governabilidade e atender às demandas de sua base aliada.
Repercussões e próximos passos
Celso Sabino, que é deputado federal licenciado pelo Pará, afirmou em nota que deixa o cargo “com a sensação de dever cumprido” e que pretende retomar sua atuação parlamentar. Ele destacou avanços em projetos de infraestrutura turística e parcerias com o setor privado, embora tenha enfrentado críticas por baixa execução orçamentária.
O nome mais cotado para assumir o Ministério do Turismo é o da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que tem apoio de setores do centrão e é vista como figura de conciliação. A escolha será estratégica para manter o equilíbrio entre os partidos da base e reforçar a presença feminina na Esplanada.
Conclusão
A saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo evidencia a fragilidade das alianças partidárias e o constante jogo de forças que marca o terceiro mandato de Lula. Com 13 trocas ministeriais em menos de dois anos, o governo enfrenta o desafio de manter estabilidade política sem perder apoio estratégico. A dança das cadeiras continua — e cada movimento revela muito mais do que simples mudanças administrativas.
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