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Crise na Disney: Suspensão de Jimmy Kimmel gera protestos, ameaças legais e pressão política

Crise na Disney: Suspensão de Jimmy Kimmel gera protestos, ameaças legais e pressão política
Crise na Disney: Suspensão de Jimmy Kimmel gera protestos, ameaças legais e pressão política 2

A Walt Disney Company enfrenta uma das maiores controvérsias de sua história recente após a suspensão do programa Jimmy Kimmel Live! pela rede ABC, de sua propriedade. A decisão, tomada em 17 de setembro de 2025, foi motivada por pressões políticas, ameaças regulatórias da FCC (Comissão Federal de Comunicações) e reações intensas de afiliadas conservadoras. O caso reacendeu debates sobre liberdade de expressão, interferência governamental e os limites da atuação corporativa em tempos polarizados.

O que motivou a suspensão?

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Durante seu monólogo de 15 de setembro, Jimmy Kimmel fez comentários sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, sugerindo que o suspeito do crime poderia ter ligações com o movimento MAGA. A fala gerou indignação em setores conservadores, incluindo o presidente Donald Trump e o presidente da FCC, Brendan Carr, que ameaçou investigar a Disney e suas afiliadas caso o programa não fosse retirado do ar.

Carr declarou em um podcast: “Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”, insinuando que a FCC poderia dificultar processos de fusão e aquisição de empresas como a Nexstar, que controla 32 afiliadas da ABC.

Reação das emissoras e da Disney

  • Nexstar e Sinclair Broadcast Group, duas das maiores operadoras de afiliadas da ABC, anunciaram que retirariam o programa de suas grades.
  • A ABC, sob comando da Disney, seguiu com a suspensão “indefinida” do programa, substituindo-o por reprises e episódios de Celebrity Family Feud.
  • A decisão foi tomada por Bob Iger, CEO da Disney, e Dana Walden, copresidente da Disney Entertainment.

Especialistas jurídicos e reação pública

2:

Juristas e defensores da liberdade de expressão classificaram a medida como “potencialmente ilegal” e “um precedente perigoso”:

  • A Writers Guild of America West afirmou que a suspensão viola princípios constitucionais e representa uma capitulação corporativa diante de ameaças políticas.
  • A FCC, segundo a comissária Anna Gomez, “não tem autoridade constitucional para punir empresas por conteúdo que o governo desaprova”.
  • O ex-presidente Barack Obama criticou a administração Trump por “usar ameaças regulatórias para silenciar vozes críticas”.

Protestos em Nova York e Los Angeles

Centenas de manifestantes se reuniram em frente à sede da Disney em Burbank e ao escritório da ABC em Nova York. Os protestos incluíram membros de sindicatos de roteiristas, músicos e atores, além de políticos locais:

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  • Gritos de “Kimmel fica, Trump tem que sair” e “ABC, tenha coragem” ecoaram nas ruas.
  • O criador de Lost, Damon Lindelof, prometeu não trabalhar com a Disney até que o programa seja reinstalado.

E agora?

Executivos da Disney se reuniram com Kimmel em 18 de setembro para discutir uma possível volta do programa. A empresa deseja “reduzir a temperatura” do debate e encontrar uma solução que satisfaça tanto o apresentador quanto seus críticos. Kimmel, por sua vez, não pretende se desculpar e ainda não comentou publicamente sobre o futuro do programa.

Enquanto isso, a suspensão de Jimmy Kimmel Live! levanta questões profundas sobre o papel das corporações na defesa da liberdade de expressão e os limites da influência política sobre a mídia. Siga nosso Instagram

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