
Criminosos já investigados por fraudes contra atletas aplicaram golpe de R$ 250 mil em cooperativa de MS
Onze integrantes de uma quadrilha especializada em fraudes financeiras contra jogadores da Série A do futebol brasileiro foram presos nesta quinta-feira (25) em uma operação conjunta das polícias civis de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os mandados de prisão foram cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, onde os suspeitos mantinham base operacional.
Segundo as investigações, o grupo já havia sido identificado por desviar milhões de reais de contas bancárias de atletas profissionais, utilizando engenharia social, falsificação de documentos e acesso indevido a sistemas bancários. Agora, os criminosos são acusados de aplicar um novo golpe — desta vez contra uma agência de cooperativa financeira em Mato Grosso do Sul, causando um prejuízo de R$ 250 mil.
Modus operandi sofisticado
De acordo com a Polícia Civil, os golpistas utilizavam dados sensíveis de clientes de alto perfil, como jogadores de futebol, empresários e influenciadores digitais, para realizar transferências fraudulentas e abrir contas em nome de terceiros. No caso da cooperativa, os criminosos se passaram por funcionários da instituição e conseguiram acessar o sistema interno, desviando os valores para contas laranjas.
A operação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Roubos e Furtos (DERF) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Foram apreendidos notebooks, celulares, documentos falsos e cartões bancários, além de veículos de luxo.
Histórico de fraudes contra atletas
Os presos já eram investigados por envolvimento em uma série de golpes contra jogadores da Série A, incluindo nomes de destaque em clubes como Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro. Em alguns casos, os prejuízos ultrapassaram R$ 1 milhão por vítima, com movimentações suspeitas detectadas por bancos e denúncias feitas pelos próprios atletas.
A quadrilha operava com ramificações em São Paulo, Goiás e Distrito Federal, e utilizava redes sociais para monitorar a rotina dos jogadores, identificando momentos de vulnerabilidade para executar os golpes.
Prisão e próximos passos
Todos os onze suspeitos foram encaminhados para o sistema prisional de Mato Grosso, onde permanecerão à disposição da Justiça. A polícia agora trabalha para identificar outros envolvidos, rastrear o destino dos valores desviados e recuperar parte dos ativos.
A cooperativa vítima do golpe em MS afirmou que está colaborando com as autoridades e que os clientes não serão prejudicados. Já os clubes cujos jogadores foram lesados acompanham o caso com atenção, buscando reforçar protocolos de segurança digital.
Conclusão
A prisão dos golpistas representa um avanço importante no combate às fraudes financeiras de alto impacto, que têm atingido figuras públicas e instituições em diferentes estados. O caso serve de alerta para a necessidade de investimentos em cibersegurança, especialmente em setores vulneráveis como o esporte e o sistema cooperativo.
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