Comportamento do consumidor muda com assistentes inteligentes, e marcas precisam se adaptar para conquistar confiança e relevância.

Inteligência artificial muda o jogo do consumo
A inteligência artificial (IA) deixou de ser tendência e passou a ser protagonista na forma como consumidores descobrem, avaliam e escolhem produtos. Ferramentas como ChatGPT, Copilot e bots integrados a marketplaces estão assumindo o papel de curadores, conduzindo a jornada de compra com base em dados, preferências e histórico de navegação.
Essa transformação exige das marcas uma revisão profunda em suas estratégias digitais. O foco já não está apenas em ser encontrado nos buscadores, mas em ser recomendado por agentes inteligentes. A reputação digital passa a ser o novo diferencial competitivo.
Do clique à confiança: o novo valor da menção
Segundo especialistas, o domínio histórico do Google nas buscas começa a perder força. Em vez de cliques em links, o que importa agora são menções relevantes em contextos confiáveis. Essas menções têm impacto até três vezes maior que backlinks tradicionais, segundo estudos recentes.
“Não basta ser encontrado, é preciso tornar-se referência. O jogo agora é ser o preferido, não apenas bem ranqueado”, afirmou Guilherme de Bortoli, CEO da Orgânica Digital, durante o CMO Summit 2025.
Bots de compra tomam decisões por você
A nova geração de shopping bots já é capaz de comparar preços, verificar prazos, ler avaliações e até finalizar compras sem intervenção humana. Isso muda completamente a lógica do varejo digital: não basta ter uma loja bonita, ela precisa ser legível, confiável e preferível para algoritmos.
A estrutura de dados, clareza nas informações, reputação e velocidade de carregamento são fatores decisivos para que a IA recomende uma marca ou produto.
Criatividade humana ainda é insubstituível
Apesar da ascensão da IA, a criatividade humana continua sendo essencial. Textos genéricos e repetitivos, muitas vezes gerados por IA, não engajam nem geram valor. O que se destaca são narrativas originais, ideias inesperadas e conteúdo que quebra padrões.

“A IA é uma máquina de replicação de padrões. Nós, ao contrário, somos máquinas de quebra de padrões”, refletiu Bortoli.
O consumidor quer conversa, não só produto
Relatórios apontam que 70% dos brasileiros já aceitam assistentes de IA na jornada de compra, e 35% usam IA para decidir o que comprar. Entre a geração Z, esse número sobe para 60%. A conversa se torna o novo espaço de compra, e a ultrapersonalização é a chave para criar conexões reais.
Conclusão
A jornada de compra está sendo redesenhada pela inteligência artificial, e as marcas precisam se adaptar rapidamente. Reputação digital, conteúdo autêntico e estrutura técnica eficiente são os novos pilares para conquistar espaço em um mercado cada vez mais orientado por algoritmos.
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