
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) foi alvo de críticas nas redes sociais após publicar uma foto em que aparece segurando uma arma e vestindo uma camiseta com a frase “direita radical”. A imagem foi compartilhada em seu perfil no Instagram durante um evento conservador em Santa Catarina, gerando forte repercussão.
Reação de Oruam e acusação de apologia ao crime
O rapper Oruam, conhecido por suas letras que abordam temas sociais e urbanos, comentou a publicação da deputada, acusando-a de fazer apologia ao crime. Em sua crítica, Oruam destacou a contradição entre o discurso de combate à criminalidade e a exibição ostensiva de armamento por parte de figuras públicas. Segundo ele, a atitude da parlamentar reforça uma cultura de violência, o que seria incompatível com o papel de um representante político.
Contexto político e ideológico
Júlia Zanatta é conhecida por seu alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro e por defender pautas conservadoras, incluindo o direito ao porte de armas. A camiseta usada na foto, com os dizeres “direita radical”, é frequentemente associada a movimentos de extrema-direita que pregam valores nacionalistas e armamentistas.
A publicação da imagem ocorreu durante um evento promovido por grupos conservadores, onde a deputada discursou sobre segurança pública e liberdade individual. No entanto, a combinação da arma com a mensagem estampada na camiseta foi interpretada por críticos como um gesto provocativo e perigoso.
Repercussão nas redes e no meio político
A postagem gerou uma onda de reações nas redes sociais. Enquanto apoiadores da deputada defenderam seu direito à liberdade de expressão e ao porte de armas, opositores a acusaram de irresponsabilidade e de incitar a violência. Parlamentares de diferentes espectros políticos também se manifestaram, alguns pedindo apuração por possível apologia ao crime.
Conclusão
O episódio envolvendo Júlia Zanatta evidencia a polarização política no Brasil e o uso simbólico de imagens e mensagens para reforçar posicionamentos ideológicos. A crítica de Oruam trouxe à tona o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade de figuras públicas na promoção de discursos que podem ser interpretados como incitação à violência. O caso segue repercutindo e pode ter desdobramentos no cenário político e jurídico.