A tragédia que vitimou o cantor Mauri (Maurício Lima), irmão dos ícones da música sertaneja Chitãozinho e Xororó, lança uma sombra de luto e questionamentos sobre a segurança nas estradas após o mundo dos shows.

O artista, que era uma figura conhecida nos bastidores e nos palcos do sertanejo, faleceu na madrugada deste domingo (07/12/2025) em um acidente rodoviário, poucas horas depois de uma apresentação na região interiorana de São Paulo, mobilizando imediatamente a família Lima e a comunidade musical.
O Contexto da Tragédia e a Dinâmica do Acidente
O acidente ocorreu por volta das 3h da manhã em um trecho da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), segundo informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O veículo em que Mauri estava, uma van que transportava parte de sua equipe, colidiu com a traseira de um caminhão em circunstâncias ainda sob investigação. O relatório inicial aponta para neblina e pouca visibilidade como fatores potenciais.
Os detalhes da dinâmica são cruciais. Fontes da polícia indicam que o motorista da van tentou desviar de um objeto na pista, perdendo o controle e atingindo o veículo de carga. Maurício Lima, conhecido artisticamente como Cantor Mauri, não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado no local. Outros dois membros da equipe foram levados a hospitais próximos com ferimentos leves.
O Impacto da Perda na Família Lima e no Sertanejo
A notícia da morte de Mauri atingiu a família Lima como um choque devastador, paralisando a agenda de shows de Chitãozinho e Xororó. A assessoria da dupla emitiu um comunicado oficial pedindo privacidade e confirmando o falecimento de seu irmão, ressaltando a dor imensa pela perda de um familiar e colega de profissão. Mauri não era apenas irmão, mas também uma figura ativa e influente no círculo artístico da família.
A relevância do Cantor Mauri para o gênero sertanejo vai além do parentesco famoso. Embora não tivesse o mesmo estrelato dos irmãos, ele possuía uma carreira consolidada, atuando muitas vezes como produtor, compositor e voz de apoio em projetos paralelos. A sua contribuição para a história da música caipira e sertaneja de raiz é inegável, e sua ausência abre um vazio sentido por músicos de diferentes gerações.
A Recorrência de Acidentes e a Logística de Shows
Este lamentável acidente reacende um debate crítico no setor musical sobre as condições logísticas e a segurança no transporte de artistas e equipes. A rotina de shows, que exige viagens noturnas longas e, frequentemente, pouco tempo de descanso entre as apresentações, expõe profissionais a um risco elevado nas estradas. A investigação em curso da PRF e da Polícia Civil deverá focar em fatores como a jornada de trabalho do motorista e a manutenção veicular.
Este trágico evento deve servir como um alerta para a necessidade de padrões de segurança mais rigorosos e fiscalização mais ativa nas caravanas musicais que cruzam o país, ligando a rotina exaustiva do show business aos perigos inerentes às rodovias brasileiras. A discussão sobre a segurança no transporte de turnês é uma pauta urgente, especialmente após a morte de Mauri.
O Legado de um Artista e o Luto da Comunidade
O velório e o sepultamento de Mauri serão realizados em Campinas, São Paulo, e serão restritos a familiares e amigos próximos, em respeito ao momento de extrema dor. O acidente que tirou a vida de Maurício Lima encerra prematuramente a jornada de um artista dedicado, mas seu legado musical, sua influência nos bastidores e seu papel na dinastia sertaneja da família Lima permanecerão vivos na memória do público e dos colegas.
A partida de Mauri em um acidente tão súbito e brutal sublinha a fragilidade da vida e a interrupção abrupta de uma carreira. A comunidade sertaneja, em peso, manifesta solidariedade e luto pela perda de um de seus membros, unindo-se em torno de Chitãozinho e Xororó neste momento de profunda consternação.