
Na segunda-feira (17), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), prendeu em flagrante um homem de 50 anos, suspeito de ter cometido estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, no município da Serra.
Como ocorreu a denúncia
O caso foi registrado após o pai da vítima procurar a polícia e relatar que, no domingo (16), havia deixado a filha dormir na casa de um casal de amigos. Durante a madrugada, segundo a adolescente, ela foi abusada sexualmente pelo suspeito, que é padrinho de casamento do pai e também padrinho de batismo da vítima.
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Atendimento à vítima
A adolescente recebeu atendimento especializado pelo Setor Psicossocial da DPCA, que constatou intenso abalo emocional e trauma decorrente do crime. Em casos como este, a palavra da vítima tem grande relevância, já que os abusos geralmente acontecem em ambientes privados e sem testemunhas.
Prisão do suspeito
Após a denúncia, a equipe policial se dirigiu ao endereço do suspeito e efetuou a prisão em flagrante. O homem foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória da Serra, onde permanece à disposição da Justiça.
Declaração da autoridade policial
O delegado titular da DPCA, Marcelo Cavalcanti, destacou a gravidade do crime:
“A prisão em flagrante do suspeito é uma demonstração do compromisso da DPCA com a proteção integral de nossas crianças e adolescentes. O crime de Estupro de Vulnerável é de extrema gravidade, dada a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima de apenas 13 anos. O agressor usou a relação de confiança para cometer a violência, o que eleva a censura penal de sua conduta.”
Conclusão provocativa
O caso expõe, mais uma vez, como a violência sexual contra crianças e adolescentes muitas vezes nasce dentro do círculo de confiança. A prisão é apenas o primeiro passo: a sociedade precisa discutir até que ponto estamos preparados para proteger os mais vulneráveis.
E você, acredita que penas mais severas seriam suficientes para coibir crimes como este, ou é preciso repensar toda a forma como lidamos com a proteção infantil?