A Sabesp assinou o contrato de compra da EMAE, assumindo ativos importantes como a Represa Billings, em um movimento estratégico que elimina a disputa judicial com o empresário Nelson Tanure.

A Sabesp, empresa de saneamento do Estado de São Paulo, concluiu uma movimentação estratégica no setor elétrico e hídrico ao assinar o contrato para a aquisição da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.). O negócio marca a entrada da Sabesp no setor de geração de energia e, crucialmente, lhe confere o controle de ativos hídricos vitais.
A transação envolveu a compra da participação acionária da Emae, tirando do caminho a influência do empresário Nelson Tanure, que já havia recorrido à Justiça para contestar o processo. Com a assinatura do contrato, a Sabesp consolida sua posição, focando no futuro da gestão hídrica metropolitana.
Objetivos Estratégicos e a Represa Billings
O principal objetivo da Sabesp com a aquisição da EMAE é a utilização da água da Represa Billings para o tratamento e abastecimento público. A Billings, um dos maiores reservatórios de água da Grande São Paulo, passa a ser gerida sob a ótica da segurança hídrica e saneamento pela Sabesp.
Anteriormente controlada majoritariamente pela Eletrobras, a Emae opera usinas hidrelétricas e estruturas de bombeamento, como a Usina Henry Borden. A integração desses ativos permite à Sabesp:
- Garantir segurança hídrica na Região Metropolitana de São Paulo.
- Explorar o potencial elétrico dos ativos hídricos para consumo próprio.
- Modernizar a gestão do sistema Billings-Guarapiranga.
O mercado financeiro acompanha de perto o impacto da negociação, que envolve a transferência de controle de uma empresa listada, e que pode influenciar outras ações importantes como Eletrobras, GPA, Braskem, Vibra e Ambipar, conforme apontado por analistas.