Decisão do Superior Tribunal de Justiça põe fim à detenção polêmica

O rapper carioca Oruam, conhecido por sua ascensão meteórica no cenário do trap nacional, foi libertado nesta quinta-feira (25) após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder uma liminar que revogou sua prisão preventiva. A decisão foi tomada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que considerou excessiva a manutenção da prisão diante da ausência de elementos que justificassem risco à ordem pública ou obstrução de justiça.
Oruam estava preso há cerca de dois meses, acusado de envolvimento em crimes relacionados à associação criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa do artista sempre alegou que ele foi vítima de um processo injusto, baseado em interpretações equivocadas de suas letras e estilo de vida.
Família denuncia abandono e injustiça
Durante o período de detenção, a família do cantor fez diversas manifestações públicas, alegando que Oruam foi “esquecido propositalmente” pelas autoridades e pela mídia. Em entrevista recente, a mãe do artista afirmou:
“Meu filho foi tratado como culpado antes mesmo de ser ouvido. Ele foi julgado pela aparência, pela música, não pelos fatos.”
A mobilização nas redes sociais foi intensa, com fãs e colegas de profissão exigindo justiça e transparência no processo. Hashtags como #JustiçaPorOruam e #LiberdadeJá chegaram aos trending topics do X (antigo Twitter).
Repercussão no meio artístico
A soltura de Oruam foi celebrada por diversos nomes da música urbana, como Veigh, MC Cabelinho e L7NNON, que publicaram mensagens de apoio e cobraram mais responsabilidade das autoridades ao lidar com artistas periféricos.
Oruam, que acumula milhões de visualizações em plataformas como YouTube e Spotify, é visto como símbolo de resistência e voz da juventude das favelas. Sua prisão levantou debates sobre criminalização da cultura urbana, racismo estrutural e liberdade de expressão.
Próximos passos
Com a liminar concedida, Oruam responderá ao processo em liberdade, podendo retomar sua agenda de shows e compromissos profissionais. A defesa agora busca o arquivamento definitivo das acusações, alegando falta de provas concretas.
O cantor ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes próximas indicam que ele prepara uma música de desabafo sobre o período em que esteve preso.
Conclusão
A libertação de Oruam pelo STJ reacende o debate sobre justiça seletiva, criminalização da arte e direitos fundamentais. O caso expõe falhas no sistema penal e reforça a importância de garantias legais mesmo em processos de alta exposição midiática. Para muitos, a prisão do rapper foi mais um episódio de preconceito institucional contra vozes da periferia.
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