
A partir de dezembro de 2025, Guarapari, um dos destinos mais procurados do Espírito Santo, passará a cobrar uma taxa de R$ 8,50 por trecho (ida e volta totalizando R$ 17) de cada passageiro que desembarcar na cidade por meio de ônibus, micro-ônibus ou vans de excursão. A medida, aprovada pela Câmara Municipal em outubro, ainda depende de decreto da prefeitura para entrar em vigor.
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Como vai funcionar
- Obrigatoriedade de parada: Todos os veículos de turismo deverão embarcar e desembarcar passageiros exclusivamente na Rodoviária Municipal, localizada na BR-101.
- Cobrança por passageiro: A taxa será aplicada por trecho — R$ 8,50 na chegada e R$ 8,50 na saída.
- Objetivo declarado: Organizar o fluxo turístico, reduzir o impacto no trânsito urbano e gerar receita para investimentos em infraestrutura.
Pontos positivos
- Organização urbana: A centralização do embarque e desembarque pode reduzir o congestionamento nas praias e áreas residenciais.
- Receita para o turismo: A arrecadação poderá ser usada para melhorar a infraestrutura turística, como sinalização, limpeza e segurança.
- Modelo já adotado em outras cidades: Destinos como Porto Seguro (BA), Ilhabela, Campos do Jordão e Ubatuba (SP) já aplicam taxas semelhantes.
Pontos negativos
- Impacto no turismo popular: Excursões de baixo custo, especialmente vindas de Minas Gerais, podem ser desestimuladas.
- Reação dos sindicatos: Entidades mineiras que representam transportadores turísticos anunciaram que vão entrar na Justiça contra a medida, alegando que ela é abusiva e prejudica o setor.
- Preocupação dos comerciantes locais: Muitos comerciantes temem queda no movimento, já que excursões representam uma fatia significativa do turismo de consumo em alta temporada.
O que dizem os moradores e comerciantes
A população está dividida. Parte dos moradores apoia a medida, acreditando que ela pode melhorar a organização da cidade durante o verão. Já comerciantes, especialmente os da orla e do centro, demonstram preocupação com a possível redução no número de visitantes que chegam por excursões.
“Se diminuir o fluxo de turistas, principalmente os mineiros que vêm em ônibus, nosso faturamento cai. A cidade vive disso”, disse um comerciante da Praia do Morro.
E os turistas?
Turistas que costumam visitar Guarapari em excursões estão se sentindo desestimulados. Muitos alegam que o custo adicional pode inviabilizar viagens em grupo, especialmente para famílias de baixa renda.
“Já pagamos hospedagem, alimentação e transporte. Essa taxa é mais um peso”, comentou uma visitante de Belo Horizonte.
Conclusão
A nova taxa de turismo em Guarapari promete reorganizar o fluxo de visitantes, mas levanta debates sobre inclusão, impacto econômico e justiça tributária. Enquanto a prefeitura defende a medida como necessária para o ordenamento urbano, comerciantes e sindicatos alertam para possíveis prejuízos.
Fique atento às próximas atualizações sobre o decreto municipal que definirá os detalhes da cobrança. Para acompanhar outras notícias que afetam o turismo, comércio e mobilidade em Guarapari, continue nos acompanhando e compartilhe esta matéria com quem planeja visitar a cidade.