
Angelita Habr-Gama, cirurgiã que revolucionou o tratamento do câncer de reto, morre aos 92
- Reconhecida entre os cientistas mais influentes do mundo, médica rompeu barreiras de gênero e acumulou pioneirismos
- Após sobreviver à Covid e voltar ao trabalho, professora da USP deixa legado científico e uma geração de discípulos
A cirurgiã Angelita Habr-Gama, uma das maiores referências mundiais em coloproctologia e pioneira da cirurgia brasileira, faleceu no último sábado, dia 30 de maio, aos 92 anos, em São Paulo. Sua morte ocorreu após um período de internação no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde trabalhou por mais de seis décadas, deixando um legado inestimável que transformou o tratamento do câncer de reto.
Contexto
Angelita Habr-Gama foi uma verdadeira pioneira na medicina, sendo a primeira mulher a se tornar professora titular de uma especialidade cirúrgica na Faculdade de Medicina da USP. Além disso, ela foi a primeira brasileira a ser aceita como membro honorário da American Surgical Association e a primeira premiada pela Sociedade Europeia de Cirurgia.
recentemente, foi incluída na lista da Universidade Stanford que reúne os 2% de cientistas mais influentes do mundo. Durante sua carreira, Habr-Gama se destacou ao desenvolver protocolos que mudaram paradigmas no tratamento do câncer de reto, beneficiando milhares de pacientes globalmente.
Detalhes e Dados
| Data | Acontecimento |
|---|---|
| 1952 | Início da faculdade de Medicina na USP |
| 2022 | Reconhecimento como uma das cientistas mais influentes do mundo |
| 2026 | Faleceu aos 92 anos |
Análise
A morte de Angelita Habr-Gama representa não apenas a perda de uma figura central na medicina, mas também um marco na luta pela igualdade de gênero nas áreas científicas e médicas. Seu trabalho inovador e sua insistência em romper barreiras em um campo predominantemente masculino inspiraram muitas mulheres a seguir carreiras na medicina.
Além disso, a contribuição de Habr-Gama para o tratamento do câncer de reto através do protocolo “watch and wait” não só alterou diretrizes internacionais, mas também gerou discussões sobre a importância de preservar a qualidade de vida dos pacientes, enfatizando a necessidade de abordagens menos invasivas.
Legado e Reconhecimento
Angelita deixa um legado vasto, com mais de 200 artigos científicos publicados e mais de 50 prêmios. Sua influência se estende além das salas de cirurgia, pois ela sempre se preocupou com a formação de novos médicos e a valorização da ciência no Brasil.
Perguntas Frequentes
Qual foi a principal contribuição de Angelita Habr-Gama para a medicina?
A principal contribuição foi o desenvolvimento do protocolo “watch and wait”, que revolucionou o tratamento do câncer de reto, permitindo que muitos pacientes evitassem cirurgias mutiladoras.
Quando e onde ocorrerá o velório?
O velório de Angelita Habr-Gama ocorrerá neste domingo, das 15h às 19h, no teatro da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.
Quais barreiras Angelita enfrentou durante sua carreira?
Ela enfrentou resistência ao longo de sua carreira, incluindo a recusa de hospitais em aceitá-la por ser mulher, mas sempre perseverou e se destacou em sua área.
Conclusão
A morte de Angelita Habr-Gama é uma grande perda para a medicina brasileira e mundial. Sua trajetória inspiradora e suas inovações no tratamento do câncer de reto deixarão um legado duradouro, mostrando que o compromisso com a ciência e a educação pode transformar vidas e abrir caminhos para futuras gerações.
Raimundo Oliveira é jornalista, CEO e redator-chefe do Portal RedeVix Notícias. Especialista em tecnologia e mercado digital, atua profissionalmente no setor desde 2004, consolidando uma trajetória iniciada no jornalismo capixaba em 1994. Com mais de duas décadas de experiência, dedica-se a conectar o Espírito Santo às principais notícias sobre economia, segurança e inovação. Além da atuação editorial, é contribuidor ativo (Local Guide) do Google Maps nas regiões de Guarapari e Anchieta, onde utiliza sua expertise local para auxiliar a comunidade com informações verificadas e registros fotográficos.