
Trabalhadores da construção civil de Guarapari realizaram uma manifestação na Praia do Morro, na última terça-feira, 2 de junho de 2026, em virtude de um desacordo em relação à convenção coletiva que não foi assinada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de Guarapari (Sindicig) e pelo Sinduscon-ES.
A mobilização visa pressionar por melhores condições de trabalho e reajustes salariais.
Contexto da Manifestação na Construção Civil
A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Empregados na Indústria da Construção Civil, Montagens, Estradas, Pontes, Pavimentação e Terraplenagem (Sintraconst/ES), iniciou uma greve no dia 1º de junho, sem previsão de término, e planeja uma assembleia para a próxima semana.
Embora a manifestação tenha gerado uma mobilização, o Sindicig informou que a maioria das obras na cidade continua funcionando normalmente.
Os trabalhadores reivindicam a assinatura de acordos coletivos que garantam a reparação das perdas salariais e a atualização dos valores do vale alimentação, que, segundo os representantes da categoria, não foram ajustados adequadamente nos últimos anos.
Detalhes e Dados da Greve
- Data de início da greve: 1º de junho de 2026
- Local da manifestação: Praia do Morro, Guarapari
- Data da assembleia convocada: 10 de junho de 2026
- Endereço da assembleia: Rua Santana do Iapó, 339, Muquiçaba
De acordo com Miguel Junior, secretário de administração e finanças do Sintraconst/ES, a situação é crítica, com uma estimativa de 1500 trabalhadores parados. Ele destacou as perdas acumuladas desde 2024, que incluem uma diminuição de 3,4% nos salários e R$ 200,00 mensais a menos no vale alimentação.
Análise
A greve na construção civil de Guarapari reflete um cenário mais amplo de insatisfação dos trabalhadores em relação às condições de trabalho e à valorização salarial. Em um momento em que a economia se recupera lentamente, a falta de acordos coletivos pode intensificar as tensões entre empregadores e empregados, além de impactar o desenvolvimento de projetos na região.
A situação exige atenção das autoridades locais e pode gerar um efeito dominó em outros setores.
Reivindicações dos Trabalhadores
Os trabalhadores buscam não apenas uma atualização salarial, mas também a equiparação com os valores praticados em outras regiões do Estado. Essa demanda por igualdade salarial é um reflexo de uma luta maior por melhores condições de vida e trabalho, que se intensifica em momentos de crise econômica.
Perguntas Frequentes
Qual é o principal motivo da greve dos trabalhadores da construção civil?
O principal motivo é o desacordo em relação à convenção coletiva, que não foi assinada pelo Sindicato patronal, resultando em reivindicações por melhores salários e condições de trabalho.
Quando a assembleia dos trabalhadores será realizada?
A assembleia está marcada para o dia 10 de junho de 2026, na subsede do Sintraconst/ES em Guarapari.
Quantos trabalhadores estão paralisados?
Estima-se que cerca de 1500 trabalhadores estejam parados devido à greve.
Como a greve afeta as obras na cidade?
Apesar da greve, o Sindicig informou que as obras em Guarapari continuam funcionando normalmente, com poucos trabalhadores paralisados.
Conclusão
A manifestação dos trabalhadores da construção civil em Guarapari destaca a importância das convenções coletivas para garantir direitos e condições justas de trabalho. Com a greve em andamento e a assembleia marcada, a expectativa é que novas negociações possam trazer soluções para as demandas da categoria, assegurando assim a valorização profissional e o cumprimento dos acordos coletivos.
Raimundo Oliveira é jornalista, CEO e redator-chefe do Portal RedeVix Notícias. Especialista em tecnologia e mercado digital, atua profissionalmente no setor desde 2004, consolidando uma trajetória iniciada no jornalismo capixaba em 1994. Com mais de duas décadas de experiência, dedica-se a conectar o Espírito Santo às principais notícias sobre economia, segurança e inovação. Além da atuação editorial, é contribuidor ativo (Local Guide) do Google Maps nas regiões de Guarapari e Anchieta, onde utiliza sua expertise local para auxiliar a comunidade com informações verificadas e registros fotográficos.